INTERNET SEM FIO
Dos tipos de conexão à Internet existentes na atualidade, o que vem despontando como novidade é a internet sem fio. Hoje, o padrão para Internet sem fio móvel é o Wi-Fi, que se resume no seguinte: uma rede de antenas irradia o sinal e os equipamentos com esta tecnologia que se encontrem dentro do raio de ação das antenas de Wi-Fi (chamadas "hotspots") podem se conectar à Internet, sem fio, a uma taxa de
transferência de banda larga (a máxima permitida por esse sistema é de 54 Mbps).
Graças a essa característica, em certas partes do mundo a tecnologia
teve um amplo desenvolvimento, que derivou em uma espécie de movimento
social formando comunidades de usuários nas quais cada um, com sua
anteninha, tenta comunitariamente cobrir totalmente um setor de alguma
comunidade ou bairro. Devido ao fato que as antenas de Wi-Fi têm um raio de ação
máxima de 150 metros, o que na prática se reduz a uns 90.
Nessa perspectiva surge a nova tecnologia WiMax que propõe
velocidades mais altas (até 124 Mbps) e - o mais importante - cada
antena deste sistema amplia seu raio de ação dos 150 metros citados
para... 70 quilômetros. A coisa, evidentemente, muda de figura. Mais
ainda quando se leva em conta que, quando a WiMax estiver em pleno
desenvolvimento, a promessa é de que o custo de instalação das antenas
e equipamentos seja mais baixo do que o do atual Wi-Fi.
Com o prometido raio de ação de 50 a 70 quilômetros, se abre outro
panorama. A Internet sem fio já não seria uma atração exclusivamente
urbana (situação que é inevitável se é preciso pôr antenas a cada 90
metros), muito pelo contrário. A Internet poderia ser levada a zonas
suburbanas e rurais onde a instalação de cabos seja ainda mais
dificultada pela baixa quantidade de usuários. Por este motivo é que a
Índia é um dos principais interessados no WiMax, para poder levar
banda larga (e telefonia, e serviços associados) de baixo custo para
zonas mais distantes.
Em uma linguagem menos técnica, o WiMAX é a evolução do Wi-Fi, que por sua vez é o atual padrão de tecnologia para acesso sem o uso de fios. A sigla vem de Wireless Fidelity e é usada genericamente. Os pontos de acesso em Wi-Fi, são uma febre no exterior, mas aqui no Brasil ainda dá para contar nos dedos os lugares com disponibilidade de Wi-Fi. As empresas de telefonia também oferecem conexões sem fio, mas cobram caro pela comodidade.
Essa é uma das dificuldades encontradas para a expansão da internet sem fio no Brasil, que poderia suprir uma grande demanda existente no interior do país.
O novo padrão WiMax corrige e aprimora, justamente, os principais pontos fracos do Wi-Fi: preço, acessibilidade, raio de atuação e disponibilidade.
É bem fácil de entender como se pode acessar a Internet de casa, sem fios e sem se preocupar com hotspots. A transmissão do sinal WiMAX é bem parecida com a de um telefone celular. Um torre central envia o sinal para várias outras torres espalhadas e, estas, multiplicam o sinal para chegar aos receptores.
O usuário precisa de uma pequena antena receptora, da qual resulta na conexão que vai até o seu computador ou notebook, plugada via placa de rede. De acordo com o diretor de mobilidade digital e comunicação da Intel, Ronaldo Miranda, essa antena pode ficar no topo de um prédio (multiplicando a conexão para o condomínio, por exemplo) ou ao lado do gabinete do PC mesmo, como se fosse um equivalente ao modem externo usado por Velox ou Speedy.
Até aí, é meio parecido com o Wi-Fi, a diferença é que os pontos de acesso do Wi-Fi são extremamente limitados. O sinal só alcança 100 metros, em média, a uma velocidade máxima de 11 Mbps. Acontece que o acesso e a velocidade dependem de uma série de fatores e, geralmente, não chegam a esse valor. Um roteador genérico de Wi-Fi permite a cobertura de 45 m em ambiente interno e cerca de 90 m externo. Para distâncias maiores, é preciso criar redes de múltiplos pontos, interligadas.
No caso do WiMAX, em condições ideais o sinal alcança um raio de até 50 km e velocidade de 75 Mbps, também há dependências da geografia, como montanhas e prédios altos. A velocidade é dividida com os usuários que estiverem utilizando o sinal enviado pela torre.
Fonte:
http://www.forumpcs.com.br/noticia.php?b=105181
http://tecnologia.uol.com.br/especiais/ultnot/2005/12/29/ult2888u131.jhtm
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